Adolescence and pelvic inflammatory disease: diagnostic and therapeutic challenges in pediatric practice
Adolescencia y enfermedad inflamatoria pélvica: desafíos diagnósticos y terapéuticos en la práctica pediátrica
Adolescência e doença inflamatória pélvica: desafios diagnósticos e terapêuticos na prática pediátrica
Resumen:
Introduction: Pelvic Inflammatory Disease (PID) is an infection of the upper genital tract that can affect the uterus, fallopian tubes, or ovaries. Adolescence is a recognized risk factor for its development. It is most often secondary to a sexually transmitted infection (STI). The most frequently involved germs are: Chlamydia trachomatis (CT) and Neisseria gonorrhoeae (NG). Its diagnosis requires a high level of suspicion. It is based on the presence of pelvic pain or leukorrhea, fever, leukocytes, and the characteristic germ in the vaginal exudate. The risk of acute and/or chronic complications is high; early antibiotic treatment is essential to prevent them.Objectives: to describe the comprehensive management of an adolescent with pelvic pain secondary to PID treated at a public pediatric reference hospital in Uruguay.Clinical Case: 14-year-old female. Began sexual intercourse at age 13, with multiple sexual partners. Irregular use of barrier methods. Presented with 5 days of hypogastric abdominal pain, nausea, and vomiting. Mucopurulent leukorrhea, without odor or itching. After 72 hours, her axillary temperature rose up to 39 degrees. No other symptoms. Physical Examination: Flat abdomen, tense in the hypogastrium, diffuse pain on superficial and deep compression. No guarding or contracture.Genital Examination: Vulva and vagina without lesions. Macroscopically healthy cervix. Whitish leukorrhea, non-odorous. On vaginal touch, the cervix was posterior, 2 centimeters long, closed. Uterus in anteversion-flexion, no pain on bimanual palpation. No cervical motion tenderness. Douglas’ pouch free and non-tender. Laboratory Findings: White blood cells 15,000/L, Neutrophils 10,000/L, C-reactive protein 156mg/dL. Vaginal Exudate: NG positive. Negative for CT and Trichomonas. She received non-steroidal anti-inflammatory drugs, ceftriaxone, metronidazole, and doxycycline intravenously for 14 days.Conclusions: pelvic pain is a frequent reason for consultation in adolescence, and the healthcare team must be familiar with its management. PID is one of its possible causes. It is important to maintain a high level of suspicion in the presence of risk factors and leukorrhea associated with pelvic pain. The diagnosis is fundamentally clinical with microbiological confirmation. Early antibiotic therapy is essential to prevent short- and long-term complications.
Introducción: la enfermedad inflamatoria pélvica (EIP) es una infección del tracto genital superior que puede comprometer al útero, trompas de Falopio u ovarios. La adolescencia es un reconocido factor de riesgo para el desarrollo de ésta. La mayoría de las veces es secundaria a una infección de transmisión sexual. Los gérmenes más frecuentemente implicados son Chlamydia trachomatis (CT) y Neisseria gonorrhoeae (NG). Su diagnóstico requiere alto índice de sospecha. Se basa en la presencia de dolor pélvico o leucorrea, fiebre, leucocitos y germen característico en el exudado vaginal. El riesgo de complicaciones agudas o crónicas, o ambas, es alto. El tratamiento antibiótico precoz es fundamental para evitarlas.Objetivos: describir el abordaje integral de una adolescente con dolor pélvico secundario a EIP asistida en un centro hospitalario pediátrico público de referencia en Uruguay.Caso clínico: 14 años, sexo femenino. Inicio de relaciones sexuales a los 13 años, múltiples parejas sexuales. Uso irregular de método de barrera. Consulta por dolor abdominal hipogástrico de cinco días de evolución, náuseas y vómitos. Leucorrea mucopurulenta, sin fetidez ni prurito. A las 72 horas agrega temperatura axilar hasta 39 oC. Sin otros síntomas. Examen físico: abdomen plano, tenso en hipogastrio, dolor difuso a la compresión superficial y profunda. No defensa, ni contractura. Examen genital: vulva y vagina sin lesiones. Cuello uterino macroscópicamente sano. Leucorrea blanquecina, no fetidez. Al tacto vaginal, cuello uterino posterior, 2 cm de longitud, cerrado. Útero en anteversoflexión, sin dolor a la palpación bimanual. No dolor a la lateralización cervical. Fondo de saco de Douglas libre no doloroso. De los estudios realizados se destaca: glóbulos blancos 15.000/L, neutrófilos 10.000/L, proteína C reactiva 156 mg/dL. Exudado vaginal: NG positivo. Negativo para CT y Trichomonas. Recibe antiinflamatorios no esteroideos, ceftriaxona, metronidazol y doxiciclina intravenosa durante 14 días.Conclusiones: el dolor pélvico es un motivo de consulta frecuente en la adolescencia, el equipo de salud debe estar familiarizado con su abordaje. La EIP es una de sus posibles causas. Es importante mantener un alto índice de sospecha ante la presencia de factores de riesgo y leucorrea asociados al dolor pélvico. El diagnóstico es fundamentalmente clínico y confirmación microbiológica. La antibioticoterapia precoz es fundamental para evitar complicaciones a corto y largo plazo.
Introdução: a Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma infeção do trato genital superior que pode comprometer o útero, as trompas de falópio ou os ovários. A adolescência é um reconhecido fator de risco para o seu desenvolvimento. Na maioria das vezes, é secundária a uma infeção de transmissão sexual (ITS). Os germes mais frequentemente implicados são: Chlamydia Trachomatis (CT) e Neisseria Gonorrhoeae (NG). O seu diagnóstico requer um elevado índice de suspeita. Baseia-se na presença de dor pélvica ou leucorreia, febre, leucócitos e germe característico no exsudado vaginal. O risco de complicações agudas e/ou crônicas é alto; o tratamento antibiótico precoce é fundamental para evitá-las.Objetivos: descrever a abordagem integral de uma adolescente com dor pélvica secundária a DIP assistida num centro hospitalar pediátrico público de referência no Uruguai.Caso Clínico: paciente de 14 anos, sexo feminino. Iniciou relações sexuais aos 13 anos, com múltiplos parceiros sexuais. Uso irregular de método de barreira. Consulta por dor abdominal hipogástrica com 5 dias de evolução, náuseas e vômitos. Leucorreia mucopurulenta, sem odor nem prurido. Às 72 horas, apresentou temperatura axilar até 39. Sem outros sintomas. Exame Físico: Abdómen plano, tenso no hipogástrio, dor difusa à compressão superficial e profunda. Sem defesa ou contratura. Exame Genital: Vulva e vagina sem lesões. Colo do útero macroscopicamente saudável. Leucorreia esbranquiçada, não fétida. Ao toque vaginal, colo do útero posterior, 2 centímetros de comprimento, fechado. Útero em anteversão-flexão, sem dor à palpação bimanual. Sem dor à lateralização cervical. Fundo de saco de Douglas livre e indolor. Dos estudos realizados, destacam-se: glóbulos brancos 15.000/L, Neutrófilos 10.000/L proteína C reativa156mg/dL. Exsudado Vaginal: NG positivo. Negativo para CT e Trichomonas. Recebeu anti-inflamatórios não esteroides, ceftriaxona, metronidazol e doxiciclina intravenosa durante 14 dias.Conclusões: a dor pélvica é um motivo de consulta frequente na adolescência; a equipe de saúde deve estar familiarizada com a sua abordagem. A DIP é uma das suas possíveis causas. É importante manter um elevado índice de suspeita perante a presença de fatores de risco e leucorreia associados à dor pélvica. O diagnóstico é fundamentalmente clínico e com confirmação microbiológica. A antibioticoterapia precoce é crucial para evitar complicações a curto e longo prazo.
| 2026 | |
|
Enfermedad Inflamatoria Pélvica Adolescente Dolor Pélvico Pelvic Inflammatory Disease Adolescent Pelvic pain Doença Inflamatória Pélvica Adolescente Dor pélvica |
|
| Español | |
| Sociedad Uruguaya de Pediatría | |
| Archivos de Pediatría del Uruguay | |
|
https://adp.sup.org.uy/index.php/adp/article/view/661
https://doi.org/10.31134/AP.97.1.6 |
|
| Acceso abierto | |
| CreativeCommons by/4.0 |