Gastric cancer surgery: what we have learned after 20 years of experience

Cirugía del cáncer de estómago: lo que hemos aprendido luego de 20 años de experiencia

Cirurgia do câncer gástrico: o que aprendemos após 20 anos de experiência

Varela, Martín - Navarro, Nicolás - Morgade, Paula - Fontoura, Joaquín - Beraldo, Gerardo - Santiago, Pablo

Resumen:

Introduction: gastric cancer is the fifth most common cancer worldwide and is associated with considerable morbidity and mortality. Uruguay is no exception to this reality, where gastric cancer represents the eighth leading cause of cancer-related death. Over the past decade, significant changes have occurred in its management, particularly regarding multidisciplinary discussion, the role of oncological therapies, and the minimally invasive approach, all of which have had an impact on oncological outcomes. Since 2014, our Esophagogastric Surgery Unit has implemented changes in the management of patients with gastric cancer, aiming to optimize treatment and improve outcomes.   Objective: to analyze the outcomes of oncological gastrectomies performed by the same surgical department over two consecutive periods: 2003–2013 and 2014–2024.   Materials and Methods: this was a retrospective observational study of patients who underwent gastrectomy for adenocarcinoma with curative intent, performed by the same surgical team between January 2003 and December 2024. Patients were divided into two periods: the first or initial period from 2003 to 2013, and the second period from 2014 to 2024. Medical records were reviewed for the following variables: clinical presentation, oncological treatment, type of surgery, surgical approach, quality of surgical resection, 30-day complications, disease-free survival, and overall survival.   Results: during the first period, from 2003 to 2013, 57 gastrectomies were performed through an open approach, with a suture leak rate of 12.3% and a mortality rate of 8.8%. No patients received neoadjuvant therapy, and 29.8% received adjuvant therapy. Overall survival was 70.6%, 46.7%, and 21.1% at 1, 2, and 5 years, respectively. During the second period, 70 gastrectomies were performed with curative intent: 29 total gastrectomies and 41 subtotal gastrectomies. Twenty-five procedures were performed laparoscopically, representing 36% of cases. The R0 resection rate was 88%. The mean lymph node yield was 20.7. Overall morbidity was 30%, with a suture leak rate of 18.5%: 4/29 in total gastrectomies, 2/41 in subtotal gastrectomies, and 7 duodenal stump leaks. Mortality attributable to suture leak was 5.7%. Neoadjuvant therapy was administered to 15.7% of patients, and adjuvant therapy to 50%. Overall survival at 1, 2, and 5 years was 70.3%, 54.7%, and 29.7%, respectively. Conclusions: during the second decade, significant progress was achieved, including an increase in the number of curative-intent surgeries, the use of the laparoscopic approach, the R0 oncological resection rate, the number of patients receiving oncological treatment, and overall survival. However, an increase in morbidity was observed, mainly due to duodenal stump leakage, which occurred in 7 patients, although this was not reflected in increased short- or long-term mortality. The analysis also showed a higher number of open and palliative surgeries during the years of the COVID-19 pandemic.

Introducción: El cáncer gástrico es el quinto cáncer en frecuencia a nivel mundial, con morbimortalidad considerable. Nuestro país no es ajeno a esa realidad, donde es la octava causa de muerte por cáncer. En la última década hemos visto cambios en su manejo, especialmente en cuanto a la discusión multidisciplinaria, el rol de las terapias oncológicas y el abordaje mínimamente invasivo, lo que ha impactado globalmente en mejores resultados. A partir del año 2014 en nuestra Unidad de Cirugía Esófago Gástrica se realizaron cambios en el abordaje del paciente con cáncer gástrico, en busca de optimizar el tratamiento y mejorar los resultados. Objetivo: analizar los resultados de gastrectomías oncológicas realizadas por un mismo servicio en dos períodos consecutivos 2003-2013 y 2014-2024. Materiales y métodos: estudio retrospectivo y observacional de los pacientes sometidos a gastrectomía por adenocarcinoma con intención curativa por el mismo equipo entre enero de 2003 y diciembre de 2024, separando en dos períodos (primer período o inicial entre 2003 y 2013, y segundo período de 2014 a 2024). Se realizó una búsqueda de historia clínica de las siguientes variables: forma de presentación, tratamiento oncológico, tipo de cirugía, vía de abordaje, calidad de resección quirúrgica, complicaciones a 30 días, sobrevida libre de enfermedad y sobrevida global. Resultados: en el primer período 2003 y 2013 se realizaron 57 gastrectomías por vía laparotómica, con una incidencia de falla de sutura de 12,3% y una mortalidad de 8,8%. Ningún paciente fue a neoadyuvancia, y el porcentaje de adyuvancia fue del 29,8%. La sobrevida global fue de 70,6%, 46,7% y 21,1% a 1, 2 y 5 años respectivamente. En el segundo período se realizaron 70 gastrectomías con intención curativa, 29 gastrectomías totales (GT) y 41 gastrectomías subtotales (GST). De ellas, 25 fueron realizadas por vía laparoscópica (36%). La tasa de resección R0 fue del 88%. El recuento ganglionar promedio fue de 20,7. La morbilidad fue del 30%, con una tasa de falla de sutura de 18,5% (4/29 en GT, 2/41 en GST y 7 de muñón duodenal). La mortalidad de la serie atribuida a falla de sutura fue del 5,7%. Se realizó neoadyuvancia en 15,7%, y adyuvancia en 50% de los pacientes. La sobrevida global a 1, 2 y 5 años fue del 70,3%, 54,7% y 29,7%. Conclusiones: en esta segunda década se lograron avances importantes, aumentando el número de cirugías con criterio curativo, el abordaje laparoscópico, la tasa de resección oncológica R0, el número de pacientes con tratamiento oncológico y una mejoría en la sobrevida global a 5 años. También surge del análisis un mayor número de cirugías abiertas y paliativas con relación a los años de pandemia por Covid.

Introdução: o câncer gástrico é o quinto câncer mais frequente no mundo, associado a considerável morbimortalidade. Nosso país não é alheio a essa realidade, sendo esta a oitava causa de morte por câncer. Na última década, observaram-se mudanças em seu manejo, especialmente no que se refere à discussão multidisciplinar, ao papel das terapias oncológicas e à abordagem minimamente invasiva, o que impactou os resultados oncológicos. A partir de 2014, nossa Unidade de Cirurgia Esofagogástrica implementou mudanças na abordagem do paciente com câncer gástrico, com o objetivo de otimizar o tratamento e melhorar os resultados.   Objetivo: analisar os resultados das gastrectomias oncológicas realizadas por um mesmo serviço em dois períodos consecutivos: 2003–2013 e 2014–2024. Materiais e métodos: estudo retrospectivo e observacional dos pacientes submetidos à gastrectomia por adenocarcinoma com intenção curativa pela mesma equipe entre janeiro de 2003 e dezembro de 2024, divididos em dois períodos: primeiro período, ou período inicial, de 2003 a 2013; e segundo período, de 2014 a 2024. Foi realizada revisão dos prontuários clínicos das seguintes variáveis: forma de apresentação, tratamento oncológico, tipo de cirurgia, via de abordagem, qualidade da ressecção cirúrgica, complicações em 30 dias, sobrevida livre de doença e sobrevida global. Resultados: no primeiro período, entre 2003 e 2013, foram realizadas 57 gastrectomias por via laparotômica, com incidência de falha de sutura de 12,3% e mortalidade de 8,8%. Nenhum paciente recebeu neoadjuvância, e a porcentagem de adjuvância foi de 29,8%. A sobrevida global foi de 70,6%, 46,7% e 21,1% em 1, 2 e 5 anos, respectivamente. No segundo período, foram realizadas 70 gastrectomias com intenção curativa: 29 gastrectomias totais (GT) e 41 gastrectomias subtotais (GST). Vinte e cinco delas foram realizadas por via laparoscópica, correspondendo a 36%. A taxa de ressecção R0 foi de 88%. A média de linfonodos ressecados foi de 20,7. A morbidade foi de 30%, com taxa de falha de sutura de 18,5%: 4/29 nas GT, 2/41 nas GST e 7 falhas de coto duodenal. A mortalidade da série atribuída à falha de sutura foi de 5,7%. Foi realizada neoadjuvância em 15,7% dos pacientes e adjuvância em 50%. A sobrevida global em 1, 2 e 5 anos foi de 70,3%, 54,7% e 29,7%. Conclusões: nesta segunda década, foram alcançados avanços importantes, com aumento do número de cirurgias com critério curativo, da abordagem laparoscópica, da taxa de ressecção oncológica R0, do número de pacientes submetidos a tratamento oncológico e da sobrevida global. No entanto, observou-se aumento da morbidade, fundamentalmente devido à falha do coto duodenal, ocorrida em 7 pacientes, sem que isso se refletisse em aumento da mortalidade a curto ou longo prazo. A análise também evidenciou maior número de cirurgias abertas e paliativas durante os anos da pandemia de COVID-19.

Detalles Bibliográficos
2026
cáncer gástrico
gastrectomía
laparoscopía
complicaciones postoperatorias
gastric cancer
gastrectomy
laparoscopy
postoperative complications
câncer gástrico
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laparoscopia
complicações pós-operatórias
Español
Sociedad de Cirugía del Uruguay
Revista Cirugía del Uruguay
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