Del derecho social al deber individual: nudging en el control de enfermedades crónicas no transmisibles y sus efectos normativos

From social right to individual duty: nudging in the control of non-communicable diseases and its normative effects

Do direito social ao dever individual: nudging no controlo das doenças crónicas não transmissíveis e os seus efeitos normativos

Ramos-Zaga, Fernando A.

Resumen:

Las políticas contemporáneas para el control de enfermedades crónicas no transmisibles (ECNT) han incorporado el nudging como instrumento privilegiado para modificar conductas individuales en un contexto de alta carga epidemiológica, lo que reabre el debate sobre sus implicaciones normativas frente a la persistencia de determinantes estructurales. El objetivo del artículo es analizar la arquitectura de la responsabilidad en dichas políticas, examinando el desplazamiento de los determinantes estructurales hacia la dimensión cognitiva individual. Se adopta una metodología cualitativa de carácter teórico-crítico basada en revisión de literatura y reconstrucción conceptual. Los resultados evidencian que el nudging se apoya en un modelo de racionalidad epistemológicamente discutible, se inscribe en una racionalidad de gobierno que individualiza el riesgo y opera mediante una ceguera estructural que reconfigura la causalidad de las ECNT, produciendo efectos de responsabilización, estigmatización y reproducción de desigualdades. Se concluye que el nudging no es normativamente neutral, sino una tecnología de gobernanza cuya legitimidad exige condiciones materiales, distributivas y democráticas que, en gran medida, permanecen insuficientemente garantizadas.

The global proliferation of behavioral insights units has positioned nudging as a central instrument in the prevention and control of non-communicable diseases (NCDs), raising concerns about its normative implications and its capacity to address structurally driven health inequalities. This article analyzes the architecture of responsibility embedded in nudging-based health policies, focusing on the displacement of structural determinants onto the cognitive dimension of individual decision-making. Methodologically, the study undertakes a critical-theoretical analysis grounded in an interdisciplinary review of behavioral economics, neoliberal governmentality, critical epidemiology, and normative theory. The analysis reveals that nudging relies on an epistemologically fragile model of rationality. It promotes a form of subjectivation that constructs individuals as managers of their own health risks, operating through a structural blindness that reconfigures causality, produces stigmatizing effects, and reinforces social inequalities. Ultimately, this paper posits that nudging is not a neutral policy tool but a technology of governance that redistributes responsibility in ways that may undermine social protections, thereby requiring its legitimacy to be evaluated against robust criteria of behavioral justice anchored in material and democratic conditions.

As políticas contemporâneas para o controlo das doenças crónicas não transmissíveis (DCNT) têm incorporado o nudging como instrumento privilegiado para modificar comportamentos individuais num contexto de elevada carga epidemiológica, o que reabre o debate sobre as suas implicações normativas face à persistência de determinantes estruturais. O objetivo do artigo consiste em analisar a arquitetura da responsabilidade nessas políticas, examinando o deslocamento dos determinantes estruturais para a dimensão cognitiva individual. Adota-se uma metodologia qualitativa de carácter teórico-crítico, baseada na revisão da literatura e na reconstrução conceptual. Os resultados evidenciam que o nudging assenta num modelo de racionalidade epistemologicamente discutível, inscreve-se numa racionalidade de governo que individualiza o risco e opera através de uma cegueira estrutural que reconfigura a causalidade das DCNT, produzindo efeitos de responsabilização, estigmatização e reprodução de desigualdades. Sustenta-se, assim, que o nudging não é normativamente neutro, mas antes uma tecnologia de governação cuja legitimidade exige condições materiais, distributivas e democráticas que, em larga medida, permanecem insuficientemente asseguradas.

Detalles Bibliográficos
2026
Gobernanza conductual
Enfermedades crónicas no transmisibles
Determinantes sociales
Salud
Arquitectura de la responsabilidad
Políticas públicas
Behavioral governance
Non-communicable diseases
Social determinants
Health
Architecture of responsibility
Public policy
Governação comportamental
Doenças crónicas não transmissíveis
Determinantes sociais
Saúde
Arquitetura da responsabilidade
Políticas públicas
POLITICA SOCIAL
POLITICA DE SALUD
DESIGUALDAD SOCIAL
Español
Universidad de la República
COLIBRI
https://hdl.handle.net/20.500.12008/55292
https://doi.org/10.26489/rvs.v39i58.10
Acceso abierto
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